Trânsito

Anel Viário de Campo Grande avança com obras de R$ 286 milhões e muda a dinâmica do trânsito na Zona Oeste

As obras do Anel Viário de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, entram em uma fase decisiva e já começam a provocar alterações significativas na circulação de veículos e pedestres.

Com investimento de R$ 286 milhões e intervenções ao longo de 5,7 quilômetros, o projeto representa um dos maiores investimentos recentes em infraestrutura viária da região e promete transformar a mobilidade urbana do bairro.

Nesta etapa, as intervenções se concentram principalmente no entorno da Estrada da Posse e do Morro Luiz Bom, onde estão sendo executadas estruturas estratégicas para o novo sistema viário.

A principal delas é o túnel sob o Morro Luiz Bom, que será o primeiro túnel já construído em Campo Grande e um marco para o redesenho do tráfego local.

Mudanças no trânsito exigem atenção dos motoristas

Desde sexta-feira (7/11), um trecho da Estrada da Posse, entre as ruas Abel Ferreira e Valdir Azevedo, foi temporariamente interditado para viabilizar as obras de acesso ao túnel.

A medida afeta diretamente quem utiliza a via diariamente, especialmente moradores da região e trabalhadores que se deslocam para os polos comerciais do bairro.

Para minimizar os impactos, a CET-Rio implantou uma operação especial de trânsito, com desvio do fluxo para uma nova pista já concluída.

A sinalização foi reforçada com placas informativas, pintura viária, barreiras físicas e presença de operadores de tráfego.

Também foram realizados ajustes nos tempos dos semáforos das vias adjacentes, com o objetivo de manter a fluidez e reduzir retenções nos horários de maior movimento.

Um projeto estratégico para destravar a mobilidade em Campo Grande

De acordo com a Prefeitura do Rio, o Anel Viário de Campo Grande é uma das obras centrais do Plano de Mobilidade do bairro, considerado o maior programa de intervenções urbanas em andamento na cidade em 2025.

Com uma população superior a 350 mil habitantes e forte concentração de comércio e serviços, Campo Grande enfrenta há décadas congestionamentos frequentes e poucas alternativas viárias eficientes.

Além do túnel sob o Morro Luiz Bom, o pacote de obras inclui a construção de um mergulhão que fará a ligação entre a Estrada do Monteiro e o viaduto Alim Pedro, sob a Avenida Cesário de Melo.

A proposta é criar um sistema em formato de anel, capaz de redistribuir o tráfego e aliviar pontos críticos, como grandes cruzamentos e vias sobrecarregadas.

Benefícios esperados para quem circula pela região

A expectativa é que, após a conclusão das obras, o Anel Viário proporcione ganhos expressivos em mobilidade, segurança e qualidade urbana. Entre os principais impactos positivos previstos estão:

  • Redução do tempo de deslocamento, especialmente nos horários de pico
  • Criação de rotas alternativas mais eficientes, diminuindo a dependência das mesmas vias
  • Menor ocorrência de alagamentos e problemas estruturais no pavimento
  • Requalificação do espaço urbano, com calçadas padronizadas, travessias sinalizadas e maior acessibilidade
  • Aumento da segurança viária, com diminuição de conflitos entre veículos, pedestres e máquinas durante as obras

Durante toda a execução do projeto, a CET-Rio seguirá atuando de forma permanente em pontos estratégicos, orientando motoristas, acompanhando mudanças temporárias de circulação e ajustando o esquema viário sempre que necessário.

Dúvidas frequentes sobre o Anel Viário de Campo Grande

O túnel do Morro Luiz Bom será o único da região?

O projeto atual prevê a construção desse túnel como o primeiro de Campo Grande, integrado ao Anel Viário. Até o momento, não há anúncio oficial sobre a implantação de novos túneis.

As linhas de ônibus serão alteradas?

Com a liberação das novas conexões viárias, é possível que algumas linhas de ônibus tenham seus itinerários ajustados. Essas mudanças dependem de estudos técnicos e de decisões da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Transportes.

Haverá divulgação de rotas alternativas?

Sim. A prefeitura e a CET-Rio costumam divulgar esquemas de trânsito por meio de canais oficiais, redes sociais e sinalização instalada no entorno das obras.

O comércio local será afetado?

Durante as obras, alguns acessos podem sofrer alterações temporárias. No entanto, a expectativa é que, com a conclusão do Anel Viário, a melhoria da mobilidade estimule o aumento do fluxo de clientes e o fortalecimento do comércio da região.

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